Yeah!
Eu tinha pedido sugestões no último tópico e acabei tendo uma idéia. Alguns temas são legais, mas nem sempre eu tenho dicas suficientes na hora para escrever um post inteiro, além de não ter a menor intenção de enrolar ninguém dando conselhos furados só para encher linguiça. Por outro lado, acho chato não tirar as dúvidas da galera na hora.
Como nem sempre o pessoal checa os comentários, resolvi criar uma outra seção dentro do Hora do Exercício: a Dr. Careca Responde. Assim posso pegar as dúvidas que o pessoal posta vez ou outra e responder na forma de post para todo mundo ver.
Boa idéia não? Também achei!:)
Para começar, temos duas perguntas!
Rod’s pergunta: “Quando eu vou escrever um texto, eu rapidamente me deparo com as descrições de personagens. Quando eu descrevo os personagens, às vezes, o clímax da história desaparece, perdendo o foco da história. Quando é um personagem que logo desaparece, se eu não descrevo deixo o texto pobre, se descrevo deixo o texto lerdo. Algum exercício, Dr.?”
Dr. Careca reponde: Descrever é uma questão de estilo. Tem gente que adora. Eu nunca curti muito (devia tentar fazer um texto descritivo qualquer dia, só para testar). Em geral discuto só as características marcantes de cada personagem, sem interromper a história para isso.
Se você reparar, a única coisa relevante que descrevo sobre Dreevack, de As Aventuras e Desventuras de Rykaard Ackhenbury é o fato de ele se parecer com um pequeno orc. E isso é feito através da narrativa, contando a história de como ele caiu da árvore e como as crianças o perseguiam só porque ele era feio.
O importante é não parar tudo só para fazer a descrição. E lembrar que nem todo personagem deve ser descrito com todos os detalhes do mundo.
Fellipe Arcano pergunta: “Comigo é meio diferente. Do nada vem uns surtos de empolgação e começo a escrever maravilhosamente bem, depois essa chama se apaga e eu fico meio perdido. Dr, tem alguma dica? Me disseram uma vez que eu devia ir escrevendo até o fim, somente para depois poder analisar e revisar os textos”.
Dr. Careca reponde: Isso é bem normal e acontece comigo o tempo todo. J&L, por exemplo, é um conto que ficou quatro anos parado porque eu não conseguia encaixar o último parágrafo. A idéia do encontro entre Rykaard e o bardo (que nem nome tem ainda) em As Aventuras e Desventuras de Rykaard Ackhenbury estava rascunhada muito antes de o capítulo 3 ficar pronto, mas eu precisava esperar a hora certa de desenvolver a história. Já Randar Axeblade morreu na praia porque eu nunca encontrei um modo satisfatório de continuar a história.
O que costumo fazer nessas horas é não forçar a barra. Deixe o texto “descansar”, esqueça que ele existe, escreva outras coisas, vá namorar, beber, jogar videogame…qualquer coisa. Uns dias ou semanas depois, releia, corrija o que estiver errado e em seguida é muito provável que a empolgação volte.
Por hoje é só!
Cheers!
T.