Review – A Demo de Batman: Arkham Asylum

Bats miniHeya!

Pesquisa: cite agora, bem rápido os três melhores games do Batman já lançados em todos os tempos, em todas as plataformas e gerações. Pode pensar com calma. Eu espero.

Pesquisa: cite agora, bem rápido os três melhores games do Batman já lançados em todos os tempos, em todas as plataformas e gerações. Pode pensar com calma. Eu espero.

Não conseguiu, certo? E sabe por que? Porque não existem três jogos legais do Batman. Diabos, não consigo pensar em UM game legal do Morcegão (acho que joguei um de NES razoável, baseado em algum dos filmes provavelmente. E LEGO Batman não conta).

Tendo isso em conta, não é de se estranhar que todo mundo tenha ficado de olho quando o Rocksteady Studio (Urban Chaos) anunciou Batman: Arkham Asylum (que apesar do título, não é baseado diretamente na Graphic Novel de Grant Morrison e Dave McKean). Confesso que mesmo com as screenshots mostrando gráficos absolutamente impressionantes, fiquei desconfiado por um bom tempo. Ou, para ser mais preciso, até o final da semana passada, quando baixei a demo para PS3.

A premissa do jogo: Batman captura o Coringa e está prestes a entregá-lo para o pessoal do Arkham, como já fez trocentas vezes. Chegando ao asilo, o Coringa escapa com a ajuda de sua assistente Arlequina e toma posse do lugar. Cabe agora ao Homem-Morcego frustrar os planos do Palhaço do Crime e botar ordem na casa.

Além dos já citados gráficos, chama a atenção logo de cara o esquema de controle na hora de lutar. Apesar de ter alguns golpes alternativos, como o contra-golpe (triângulo) e a capacidade de atordoar seu adversário usando a capa (círculo) além do batarang (R1), o que você provavelmente vai fazer logo de cara é usar o botão de ataque principal (quadrado), movendo o analógico na direção do oponente a ser surrado. É o que os produtores chamam de “free-flow combat”, que faz com que um golpe se conecte ao outro de modo fluído, como se Batman fosse capaz de planejar seu próximo movimento nos milisegundos que separam um golpe do outro (algo totalmente coerente com o personagem). Há também zooms cinematográficos em câmera lenta, ao estilo Zack Snyder, tornando a porradaria tão dramática quanto em 300 ou Watchmen.

JokerMorar no Arkham deve ser muuuito divertido

O outro lado da moeda é o Detective Mode. Apertando o L2, Batman assume sua porção investigativa: a tela passa a destacar pontos estratégicos do cenário, como gárgulas onde o herói pode se “empoleirar”, dutos de ventilação que servem de acesso a áreas bloqueadas e oponentes escondidos atrás de paredes, por exemplo. Aqui entra a parte stealth do jogo, ou seja, a arte de se esgueirar e se livrar dos inimigos sem ser notado.

O que nos trailers parecia uma mecânica bem apelativa, feita só para ressaltar a superioridade do Morcegão frente aos pobres e mortais capangas do Coringa, acabou se mostrando uma idéia bem criativa dos desenvolvedores: na segunda parte da demo você precisa enfrentar vários bandidos armados, mas o confronto direto não é opção.

A alternativa é dar cabo de um a um discretamente, com métodos bem variados. Quer se pendurar de uma gárgula, capturar o meliante desavisado antes que alguém veja e deixá-lo pendurado de cabeça para baixo? Você pode. Planar com a capa e dar uma voadora na fuça do infeliz? Também. Se agarrar na beira de uma passarela elevada e puxar o bandidão jogando-o lá de cima? Claro, por que não? É você quem escolhe a própria abordagem, e isso conta como um grande ponto positivo.

Há detalhezinhos interessantes também, como a reação dos bandidos enquanto ficam nervosos – até se assustando com barulhos no cenário ou questionando as ordens de seu chefe – e falas diferentes por parte do Coringa no alto falante quando se repete a mesma fase. São coisas pequenas, claro, mas que podem vir a fazer a diferença no produto final.

Falta saber se a história irá se sustentar quando o game estiver pronto e qual a quantidade de horas jogáveis, já que não há multiplayer. Pelo menos sabendo que a Rocksteady trouxe para a equipe de Batman: Arkham Asylum tanto os dubladores originas de série animada (Mark Hammil – o Luke Skywalker – dubla o Coringa) quanto seu principal idealizador, Paul Dini, a primeira preocupação diminui um pouco.

O que se espera é um game que finalmente faça jus à reputação do Homem-Morcego e a demo não desaponta. Se o resto seguir o mesmo nível elevado, Batman: Arkham Asylum pode se tornar, surpreendentemente para muitos, um dos melhores jogos de 2009.

O lançamento para PS3 e XBox 360 está marcado para o dia 25 de agosto enquanto a versão para PC ficou para setembro. Tudo isso na gringa, claro.

Cheers!

T.

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8 Responses to “Review – A Demo de Batman: Arkham Asylum”

  1. Lidia disse:

    AHH!! Tem a Harley Quinn!!! EU QUERO!! Aff… que merda que é ser pobre e não ter um PS3 ou um XBox!

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  2. JMTrevisan disse:

    O jogo também vai rodar em PC da NASA, se você tiver um…

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  3. Ramon disse:

    Finalmente, o Morcegão vai ganhar um game bom. msa havia um de SNES baseado na série animada q era excelente tbm!!

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  4. Le Acauan disse:

    Eu tenho o Batman Eternamente do “Praystation”.

    É um jogo… tenso.

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  5. Elliot disse:

    Tipo, tem como trocar uns e-mails ctg? e_e
    (*esperandorespostaimpossivel*)

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  6. Enquanto isso, meu ps3 quebrado >.<

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  7. JMTrevisan disse:

    Elliot: Tipo, tem como trocar uns e-mails ctg? e_e
    (*esperandorespostaimpossivel*)

    Sorry, man. Meu mail e messenger são, basicamente, para uso particular.

    Mas sempre tem os dois blogs e oTwitter. Tá bom, não tá?

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  8. Orlando Ortiz disse:

    Batman Returns (SNES), LEGO Batman (Multi) e Batman: Arkham Asylum. Todos são grande jogos :-) Tem um Batman Forever, estilo Final Fight, que é bem bacana, apesar de tosqueira.

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