Jornalismo sem Diploma: e daí?

Huh!

Pra quem não sabe, acabou a obrigatoriedade de diploma universitário para exercer a profissão de jornalista. E tem gente altamente indignada por aí. Agora, cá entre nós…a coisa SEMPRE foi assim. Sério!

O Cassaro foi editor durante sei lá eu quantos anos e nunca pisou numa faculdade. Eu me formei em Publicidade e Propaganda pela Faculdade Cásper Líbero, mas quando pisei lá para ter aula pela primeira vez, já era Editor-Assistente da Dragão Brasil. O Rogério sim é jornalista, mas trancou a facul um tempo e só foi terminar anos depois, quando já era editor.

Essa história de que a faculdade é pré- requisito para um bom profissional é e sempre foi conversa. Não é garantia. Excluir um cara que é bom, que aprendeu na raça,  só porque não tem um pedaço de papel é ridículo.

Fazer uma faculdade pode te trazer um embasamento que o cara que fica enfurnado em casa escrevendo talvez não tenha. Talvez te torne mais qualificado. E ter uma qualificação melhor te dá vantagem no mercado de trabalho. Essa é a função do Ensino Superior neste caso. Não separar “quem presta de quem não presta”, como choramingam por aí.

Só tem medo da concorrência quem não se garante.

Cheers!

T.

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39 Responses to “Jornalismo sem Diploma: e daí?”

  1. Armageddon disse:

    Preocupado vou ficar quando não exigirem mais diploma de medicina XD

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  2. Tek disse:

    Entrando na esfera do jornalismo esportivo, tem tanto idiota falando merda na TV que fez faculdade e não serviu pra nada…

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  3. RogerioSaladino disse:

    E, Tek, no jornalismo esportivo foi onde eu encontrei mais profissional bom. Imagina nas outras áreas…

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  4. Salve,

    Eu sou um dos jornalistas cujo diploma deixou de ser passe mágico para alguma porta escondida. Não senti nada com a mudança. Concordo com ela e com os argumentos acima. Apenas gostaria de fazer uma observação. Assistindo ontem à notícia a respeito da decisão do STF, me constrangeu o discurso dos ministros. Liberdade de Expressão? Tais Brincando? Jornalismo não é, em essência, expressão de idéias, mas apuração de fatos. Opina quem é dono de um veículo ou quem cai nas graças do dono.

    Se os senhores ministros quisessem resolver o problema da Liberdade de Expressão, poderiam começar impedindo a propriedade cruzada, aberração que produz familias/empresas/famiglias comandando jornal, rádio e tv na mesma região. E monopolizando a Liberdade de Expressão. Os catarinenses reféns do grupo RBS que o digam.

    http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=417FDS011

    Mas essa briga, meus amigos, ministro nenhum vai comprar…

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  5. Luiz disse:

    Eu, como pretendo fazer faculdade de jornalismo, fiquei interessado na sua opinião sobre o assunto.

    Se você pudesse falar mais, como por exemplo qual a melhor maneira de já ir começando a aprender na raça, eu ficaria felizão. Talvez você conseguisse até mudar meu humor. :x

    Falous.

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  6. RogerioSaladino disse:

    E, só para complementar um pouco o que o Careca disse, eu acho essa discussão toda uma certa besteira.
    A questão toda não é que o diploma torna alguém profissional ou não, mas que certos meios de comunicação queriam essa queda do diploma para poder pagar menos pros funcionários, agora que não precisa mais ser profissional.
    Tem muita faculdade de jornalismo por aí que é pra lá de ruim e o diploma não serva pra nada mesmo. Ao mesmo tempo que tem gente que já trabalha na área sem ter diploma. A questão nunca foi essa. A qualidade dos currículos dos cursos de Jornalismos eu não vi ninguém discutir, mas aspectos burocráticos viram manchete.
    Bom, a grande mudança que eu vejo agora é que a procura por cursos de Jornalismo vai diminuir, e vamos ver a consequência disso no futuro…

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  7. admin disse:

    Luiz: Eu, como pretendo fazer faculdade de jornalismo, fiquei interessado na sua opinião sobre o assunto.Se você pudesse falar mais, como por exemplo qual a melhor maneira de já ir começando a aprender na raça, eu ficaria felizão. Talvez você conseguisse até mudar meu humor. :x
    Falous.

    Cara…é meio simples. Se você acha que tem que fazer faculdade, vá e faça. Fazendo com seriedade, alguma coisa você ganha. Eu posso até atuar na área de jornalismo, mas não sou jornalista. Até sei entrevista, mas não sei fazer reportagem. Acho um saco conferir cada dado por mais simples que seja. Me irrita. Quem faz uma facul já sai com esse traquejo.

    Acho que começar na marra não se escolhe. Ou você já começou ou tá atrasado. E aí é melhor fazer uma facul mesmo…

    Você pode cozinhar a vida inteira sem fazer um curso e ser um bom cozinheiro, mas estudando culinária você ganha mais recursos, o que pode te fazer um profissional melhor. Ou não.

    Ah, não pode comparar jornalismo com cozinha! Será que vai aparecer algum formado revoltado como apareceu lá no UOL? ;P

    T.

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  8. Luiz disse:

    admin: Cara…é meio simples. Se você acha que tem que fazer faculdade, vá e faça. Fazendo com seriedade, alguma coisa você ganha. Eu posso até atuar na área de jornalismo, mas não sou jornalista. Até sei entrevista, mas não sei fazer reportagem. Acho um saco conferir cada dado por mais simples que seja. Me irrita. Quem faz uma facul já sai com esse traquejo.Acho que começar na marra não se escolhe. Ou você já começou ou tá atrasado. E aí é melhor fazer uma facul mesmo…Você pode cozinhar a vida inteira sem fazer um curso e ser um bom cozinheiro, mas estudando culinária você ganha mais recursos, o que pode te fazer um profissional melhor. Ou não.Ah, não pode comparar jornalismo com cozinha! Será que vai aparecer algum formado revoltado como apareceu lá no UOL? ;PT.

    Hmm…

    Bem, eu acho sinceramente que estou em um bom colégio, e consigo passar para alguma faculdade top aqui do Rio.

    Isso realmente não parece ter mudado muita coisa. A diferença é que, agora, quem se formou em alguma faculdade ruim e/ou sem saber nada terá muito menos chances no mercado. E se formar em uma faculdade de linha ainda parece um bom jogo.

    Certo?

    Valeu, careca! ^^

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  9. admin disse:

    Luiz:
    Hmm…Bem, eu acho sinceramente que estou em um bom colégio, e consigo passar para alguma faculdade top aqui do Rio.Isso realmente não parece ter mudado muita coisa. A diferença é que, agora, quem se formou em alguma faculdade ruim e/ou sem saber nada terá muito menos chances no mercado. E se formar em uma faculdade de linha ainda parece um bom jogo.Certo?Valeu, careca! ^^

    Não sei se ainda conta ONDE você se formou, desde que não seja numa faculdade de fundo de quintal. O que realmene conta na vida profissional é: vontade, capacidade, cara de pau e contatos. O resto é bônus e nenhum passa de +2.

    T.

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  10. Jagunço disse:

    Antes essa coisa da queda do diploma não tivesse importância, grande M. Mas a gente sabe que tem mais, não é? Anular diplomas, tem mais a ver, como muito bem deixou escapar o Rogério: tem relação com precarização de uma profissão, com desvalorização de catergorias profissionais, etc. Nem vou continuar pq esse papo quase nunca é bem visto, já que parece “coisa de esquerda” (uma definição que, infelizmente, tem se tornado pejorativa). Mas, enfim, a queda dos diplomas é um passo feio para outros golpes contra profissionais liberais (acho q médicos estão à salvo, Arm! Pro nosso bem! XD).
    Juro que não vou encher o saco (nem sou jornalista!) :)

    Abração.

    Citar

  11. admin disse:

    Jagunço: Antes essa coisa da queda do diploma não tivesse importância, grande M. Mas a gente sabe que tem mais, não é? Anular diplomas, tem mais a ver, como muito bem deixou escapar o Rogério: tem relação com precarização de uma profissão, com desvalorização de catergorias profissionais, etc. Nem vou continuar pq esse papo quase nunca é bem visto, já que parece “coisa de esquerda” (uma definição que, infelizmente, tem se tornado pejorativa). Mas, enfim, a queda dos diplomas é um passo feio para outros golpes contra profissionais liberais (acho q médicos estão à salvo, Arm! Pro nosso bem! XD).
    Juro que não vou encher o saco (nem sou jornalista!) :)
    Abração.

    Então, mas aí é que o buraco é mais embaixo. Ninguém ta anulando nada. A diferença é que o cara que não tem diploma e manda bem tem as portas abertas pra trampar tranquilo. Empresa que quer um cara com qualificação universitária vai continuar querendo. A diferença é que a aparecer um cara que não tem e é bom, os caras podem contratar sem encheção de saco.

    Pra quem tem diploma, estudou e manja do que tá fazendo não muda absolutamente nada. Se o diploma é tão essencial assim, o que a gente vai ter é uma enxurrada de gente meia-boca tentando vagas e perdendo para os mestres da palavra com seus canudos na mão.

    Se “anular” o diploma desqualifica o cara que fez universidade, exigir o diploma pra que eu possa trabalhar fazendo o que eu sei fazer – e bem – desqualifica o meu. Sacou?

    Ah e só pra constar: em teoria meu diploma de publicidade serviria pra trampar em jornalismo, já que é tudo comunicação mesmo…

    T.

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  12. Acho que é algo a se ganhar sim essa nova medida, também porque, como disse o Careca a faculdade pode dar uma boa base sim, mas não é garantia de competência. Eu posso até ser um exemplo inverso dos citados, eu fiz faculdade, só não me formei ainda por causa de uma dp (que foi complicada por problemas de pagamento da faculdade) e admito que quase nada do que eu aprendi na faculdade eu uso no trabalho hoje em dia. Fiz durante 4 anos o curso de Produção Editorial, que teoricamente deveria me ensinar a editar livros e conhecer o mercado editorial, e não aprendi nada do processo de fazer um livro, posso ser um dono de editora com o tanto de marketing que me fizeram engolir, mas é óbvio que não ia sair da faculdade com um emprego desse já, e tudo que eu aprendi sobre esse processo foi no meu estágio na Devir. Hoje em dia faço o tipo de livro mais difícil que existe na minha opinião (RPG, principalmente D&D) e posso dizer sem nenhum peso na consciência que a faculdade ajudou pouco ou nada no meu trabalho hoje em dia. Dizem que o aluno que faz a faculdade, e pode até ser, mas o profissional que você vai se tornar não vai ser a sua faculdade que vai fazer, é só o seu esforço próprio que vai conseguir determinar isso.

    Sem querer desmerecer faculdades, mas eu fiquei descontente com a minha, e concordo plenamente que não é preciso ter diploma pra ser um bom profissional.

    Citar

  13. Igor disse:

    Para acrescentar ao debate, uma reflexão:

    Ok gente, agora, me digam só uma coisa… exatamente O QUÊ se ganha SEM a obrigatoriedade do diploma de jornalismo?

    “Liberdade de expressão” o cacete, ó aqui minha expressão, bem livre, O CACETE!!! : )

    Acesso de pessoas sem formação específica a espaços jornalísticos? Ok. Meio faca de dois “legumes”, não é não? Pensa bem.

    Tudo bem que faculdade não é nenhum atestado real de competência – convenhamos – mas, sem querer de forma alguma desmerecer Careca e companhia, até onde sei a Dragão era uma revista ESPECIALIZADA sobre um TEMA ESPECÍFICO. E uma ótima revista, verdadeira referência.

    Agora, se é pra pensar no jornalismo duma forma mais AMPLA, tipo ACESSO A INFORMAÇÃO DA GRANDE MÍDIA, tipo TERCEIRO PODER, será que queremos mesmo gente que “pode ser” menos especializada com a responsabilidade de nos informar?

    Ok, temos internet, blog, youtube, e tudo isso cai no caldo da revolução digital, blablabla. Todo mundo é “meio jornalista”, estamos mais colaborativos, e isso é DUCARALHO. Agora, vai dizer que quando você lê algo na CNN você não dá mais credibilidade? Sendo uma merda ou não, vai dizer que a VEJA não dita toda uma linha de pensamento de toda um população de classe média e alta? Que a informação do Estadão sobre a situação de uma bomba que explodiu no prédio X deve estar mais correta do que de outras fontes? Ou deveria, pelo menos.

    O Pelé pode comentar sobre futebol, mas será que ele é o melhor cara para entrevistar uma dúzia de jogadores e escrever uma matéria sobre, seilá, “a indústria do esporte e a corrupção”?

    Ao se fazer uma REPORTAGEM sobre o genocídio em UGANDA, por exemplo, ou mesmo uma matéria sobre uma briga de trânsito, deve-se ter em mente que as pessoas envolvidas têm direitos, que o tema precisa de uma análise muitas vezes menos subjetiva e mais imparcial. Que a informação terá um efeito no leitor e nas pessoas retratadas. Uma publicação na grande mídia pode ter efeitos devastadores na vida de uma pessoa. Existe, meus caros, uma responsabilidade tremenda na mão de um jornalista. Tal qual na de um médico, de um advogado, etc. Vale lembrar aquele exemplo notório dos donos da escola acusada de pedofilia, apedrajada injustamente? Quem leu sobre eles serem inocentados?

    É mais ou menos assim, se hoje neguinho já publica o que quer, tendencioso, filho da puta, na primeira página, e desmente no rodapé da página seguinte no dia seguinte, será esta decisão do Supremo a mais adequada para garantir essa qualidade aqui discutida?

    Eu não sou a favor da OBRIGATORIEDADE do diploma de jornalismo do ponto de vista da LEI, do tipo “só publica, só entrevista quem for jornalista”. Tem sim muito profissional bom sem diploma, e que eu contrataria. Porém, se uma revista, jornal, site, canal de TV ou publicação achar que é correto exigir o diploma, concordarei.

    Parece, inclusive, que agora não é mais permitido EXIGIR o diploma! O Presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, declarou na FOLHA de hoje que “se não houver a necessidade de conhecimento científico [em uma profissão], a exigência do diploma será considerada inconstitucional”. : )

    A grande MERDA na real, pra mim é a seguinte: a não mais obrigatoriedade só irá FACILITAR PILANTRAGENS, JEITINHOS e AFROUXAR AS CORDAS. Porque nesse país é tudo 8 ou 80, “pode ou não pode”, libera ou é proibido.

    Ao invés de se buscar um caminho do meio, responsável, liberam. Liberam e não deixam mais exigir! Proibem a exigência! Quem lá sabe definir EXATAMENTE a necessidade e conceito de “conhecimento científico”?

    Dá trabalho investigar faculdades caça-níqueis de jornalismo, que fingem que dão aula para um bando de aluno que finge que quer aprender, quando na verdade quer é passar de ano. Dá trabalho fiscalizar, entender, refletir…

    Então, meu amigo que “quer fazer faculdade de jornalismo” e que deixou um post aqui, eu, na minha humilde opinião, digo o seguinte: “NASCE-SE” um pouco jornalista, assim como se nasce com talento para escrever, pensar, se informar e informar aos outros. Para isso, graças a Deus, ninguém precisa de diploma (e espero que nunca precise). E outra: fazer faculdade de jornalismo sem ter nascido para isso também não ajuda muito, ok? Se é sua “vocação”, siga.

    Mas é importante SIM buscar uma base acadêmica DECENTE, lutar por uma PROFISSIONALIZAÇÃO e buscar em cada qual veículo de imprensa uma informação de QUALIDADE.

    Se o caminho não for a faculdade, um curso diferenciado, então qual é?

    Outra coisa, pra mim, muito real. Depois do Colegial, nêgo, cada um é ADULTO e ajuda DEMAIS a fazer o próprio curso, seja uma faculdade, pós-graduação, MBA, etc. Tem muita gente que vive no boteco e reclama que a faculdade não serve pra nada, que não aprendeu nada…

    Há que se tomar muito cuidado com frases de efeito e lugares comuns.

    Eu ainda não busquei meu diploma de jornalista, mas juro que vou semana que vem, enquadrar e tudo : )

    Abraços e boa sorte a todos nós.

    Citar

  14. admin disse:

    Igor: Para acrescentar ao debate, uma reflexão:Ok gente, agora, me digam só uma coisa… exatamente O QUÊ se ganha SEM a obrigatoriedade do diploma de jornalismo?“Liberdade de expressão” o cacete, ó aqui minha expressão, bem livre, O CACETE!!! : )Acesso de pessoas sem formação específica a espaços jornalísticos? Ok. Meio faca de dois “legumes”, não é não? Pensa bem.Tudo bem que faculdade não é nenhum atestado real de competência – convenhamos – mas, sem querer de forma alguma desmerecer Careca e companhia, até onde sei a Dragão era uma revista ESPECIALIZADA sobre um TEMA ESPECÍFICO. E uma ótima revista, verdadeira referência.Agora, se é pra pensar no jornalismo duma forma mais AMPLA, tipo ACESSO A INFORMAÇÃO DA GRANDE MÍDIA, tipo TERCEIRO PODER, será que queremos mesmo gente que “pode ser” menos especializada com a responsabilidade de nos informar?Ok, temos internet, blog, youtube, e tudo isso cai no caldo da revolução digital, blablabla. Todo mundo é “meio jornalista”, estamos mais colaborativos, e isso é DUCARALHO. Agora, vai dizer que quando você lê algo na CNN você não dá mais credibilidade? Sendo uma merda ou não, vai dizer que a VEJA não dita toda uma linha de pensamento de toda um população de classe média e alta? Que a informação do Estadão sobre a situação de uma bomba que explodiu no prédio X deve estar mais correta do que de outras fontes? Ou deveria, pelo menos.O Pelé pode comentar sobre futebol, mas será que ele é o melhor cara para entrevistar uma dúzia de jogadores e escrever uma matéria sobre, seilá, “a indústria do esporte e a corrupção”?Ao se fazer uma REPORTAGEM sobre o genocídio em UGANDA, por exemplo, ou mesmo uma matéria sobre uma briga de trânsito, deve-se ter em mente que as pessoas envolvidas têm direitos, que o tema precisa de uma análise muitas vezes menos subjetiva e mais imparcial. Que a informação terá um efeito no leitor e nas pessoas retratadas. Uma publicação na grande mídia pode ter efeitos devastadores na vida de uma pessoa. Existe, meus caros, uma responsabilidade tremenda na mão de um jornalista. Tal qual na de um médico, de um advogado, etc. Vale lembrar aquele exemplo notório dos donos da escola acusada de pedofilia, apedrajada injustamente? Quem leu sobre eles serem inocentados?É mais ou menos assim, se hoje neguinho já publica o que quer, tendencioso, filho da puta, na primeira página, e desmente no rodapé da página seguinte no dia seguinte, será esta decisão do Supremo a mais adequada para garantir essa qualidade aqui discutida?Eu não sou a favor da OBRIGATORIEDADE do diploma de jornalismo do ponto de vista da LEI, do tipo “só publica, só entrevista quem for jornalista”. Tem sim muito profissional bom sem diploma, e que eu contrataria. Porém, se uma revista, jornal, site, canal de TV ou publicação achar que é correto exigir o diploma, concordarei.Parece, inclusive, que agora não é mais permitido EXIGIR o diploma! O Presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, declarou na FOLHA de hoje que “se não houver a necessidade de conhecimento científico [em uma profissão], a exigência do diploma será considerada inconstitucional”.: )A grande MERDA na real, pra mim é a seguinte: a não mais obrigatoriedade só irá FACILITAR PILANTRAGENS, JEITINHOS e AFROUXAR AS CORDAS. Porque nesse país é tudo 8 ou 80, “pode ou não pode”, libera ou é proibido.Ao invés de se buscar um caminho do meio, responsável, liberam. Liberam e não deixam mais exigir! Proibem a exigência! Quem lá sabe definir EXATAMENTE a necessidade e conceito de “conhecimento científico”?
    Dá trabalho investigar faculdades caça-níqueis de jornalismo, que fingem que dão aula para um bando de aluno que finge que quer aprender, quando na verdade quer é passar de ano. Dá trabalho fiscalizar, entender, refletir…
    Então, meu amigo que “quer fazer faculdade de jornalismo” e que deixou um post aqui, eu, na minha humilde opinião, digo o seguinte: “NASCE-SE” um pouco jornalista, assim como se nasce com talento para escrever, pensar, se informar e informar aos outros. Para isso, graças a Deus, ninguém precisa de diploma (e espero que nunca precise). E outra: fazer faculdade de jornalismo sem ter nascido para isso também não ajuda muito, ok? Se é sua “vocação”, siga.
    Mas é importante SIM buscar uma base acadêmica DECENTE, lutar por uma PROFISSIONALIZAÇÃO e buscar em cada qual veículo de imprensa uma informação de QUALIDADE.Se o caminho não for a faculdade, um curso diferenciado, então qual é?Outra coisa, pra mim, muito real. Depois do Colegial, nêgo, cada um é ADULTO e ajuda DEMAIS a fazer o próprio curso, seja uma faculdade, pós-graduação, MBA, etc. Tem muita gente que vive no boteco e reclama que a faculdade não serve pra nada, que não aprendeu nada…Há que se tomar muito cuidado com frases de efeito e lugares comuns.Eu ainda não busquei meu diploma de jornalista, mas juro que vou semana que vem, enquadrar e tudo : )Abraços e boa sorte a todos nós.

    Esse é o maior quote da história do Blog.

    Então Russo, concordo em muita coisa contigo. Blogueiro não é jornalista. EU não sou jornalista, diabos, sou escritor. Não acho que isso vá mudar. Ah, não é mais obrigado a exigir diploma? As empresas vão criar algum mecanismo para eliminar quem não quer. A não obrigatoriedade do diploma não significa a obrigatoriedade de se empregar qualquer mané que tenha escrito duas redaçõezinhas medianas no colégio.

    E outra, se o cara não tem embasamento, não se sustenta no trampo e é mandado embora. Se consegue se segurar e faz um bom trabalho, merece o cargo.

    É complicado. Tem os dois lados. Eu não desmereço a validade do que se pode aprender numa faculdade. Como eu já disse, me faz falta certos conhecimentos que eu teria se tivesse cursado Jornalismo ao invés de Publicidade. Mas quando fui dizer isso para o meu editor na Rolling Stone a resposta dele foi “você pegaria com o tempo”.

    É errado o cara que acaba de se formar e acha que o diploma não vale nada, assim como tá errado o carinha que pensa “Uhu! Agora não preciso mais prestar vestibular!”. Acho que não se pode desmerecer o conhecimento adquirido durante 4 anos de estudo. E acho também que não se pode desmerecer quem sabe o que faz porque tem interesse, vocação, talento ou sei lá o que.

    No fim, acho mesmo que muda pouca coisa. Quem tem o diploma ainda vai ser mais valorizado que o cara que fez meia dúzia de posts em um blog.

    T.

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  15. vitor! disse:

    Odeio política…

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  16. Pedro Gabriel disse:

    Em um certo sentido, ainda bem que faço Física. Um físico só é valorizado de verdade (geralmente) se tiver um doutorado.

    Mas aí são dez longos anos de estudo, no mínimo.

    Vantagens e Desvantagens, caro careca. Vantagens e Desvantagens.

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  17. André disse:

    Então, quer dizer que com meu diploma em Letras eu posso ser jornalista? Mesmo sem ele? Isso é bom!

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  18. Cassaro disse:

    André: Então, quer dizer que com meu diploma em Letras eu posso ser jornalista? Mesmo sem ele? Isso é bom!

    Com seu diploma de Letras você provavelmente tem um texto MUITO melhor que uma tonelada de jornalistas diplomados que conheci.

    Assino embaixo de tudo que o Careca disse. Diploma de jornalismo não é garantia NENHUMA de competência.

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  19. André disse:

    De fato! Diploma é apenas papel. Nunca foi sinônimo de competência.

    Citar

  20. kendi disse:

    Não querendo menosprezar a faculdade de jornalismo, mas…
    O curso de jornalismo é o um dos cursos em que há menos teoria e mais prática. Logo, esse pessoal que reclama está fazendo um pouco de tempestade em copo d’água.

    Citar

  21. kendi disse:

    O Igor é russo?

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  22. André disse:

    Eu QUASE cursei Jornalismo, mas preferi Letras.

    Citar

  23. Tiago Lobo disse:

    Eu vou reproduzir aqui um artigo que eu escrevi em um blog:

    “Certas coisas me assustam. É sério.

    É corrente alunos de jornalismo aparecerem em comunidades do Orkut com dúvidas muito básicas. E aí eu me pergunto: a deficiência é das instituições de ensino ou dos alunos? Na dúvida prefiro ficar com a segunda opção, mesmo tendo inclinações fortes para atestar a primeira.

    Não saber uma coisa não é demérito pra ninguém, que fique clara a minha opinião, e ter a humildade de perguntar é uma virtude, principalmente para jornalistas. Mas se você paga uma faculdade ou passou em uma federal, acha mesmo que a Internet é o melhor lugar para tirar dúvidas? Veja, não estou recriminando a busca por informação e conteúdo, mas acho que isso é obrigação dos professores universitários. Eles não tiram dúvidas em sala de aula? Se sim, por qual motivo dúvidas cada vez mais banais despontam na Rede?

    Isso me assusta no sentido de que parece que os alunos de jornalismo, de alguma parcela indefinida, não sabem apurar. E o pior, têm medo de deixar transparecer que não sabem alguma coisa para seus professores.

    É aquela velha metáfora do médico que pensa que é Deus e do jornalista que tem certeza sendo disseminada “da kapo”.

    Parece que, infelizmente, a origem latina do substantivo “aluno” – Alumnos – é levada ao extremo e os estudantes que lotam as faculdades do pais continuam na escuridão”.

    Pra mim a queda da exigência do Diploma nada mais é do que legalizar uma coisa natural da profissão. Eu já trabalhei como repórter e nunca pisei em uma faculdade. Os melhores jornalistas que eu conheço e que muito brasileiro acha o máximo, não são formados; pois a galera se esquece que essa exigência, quando implantada na época da ditadura, obrigou jornalistas não-formados a tirarem o seu MTB.

    Eu sou um que vou tirar os meus registros como jornalista, diagramador e fotógrafo. Só depois eu vou fazer o curso, mas por uma simples questão de credibilizar o meu trabalho. Claro, vou aprender algumas coisas novas, sempre se aprende, mas o grosso mesmo só se pega na prática.

    90% dos alunos de jornalismo que eu conheço são muito, mas muito, fracos. Em diversos aspectos.

    Então, na boa, que se exploda o diploma.

    E é como eu disse para diversos alunos choramingões por aí: querem se mobilizar por alguma coisa em favor da classe? ótimo!
    Mas quem sabe vocês se preocupam mais em serem bons profissionais, exigindo cursos melhores e professores mais capacitados?

    Atualmente eu digo,sem qualquer medo de errar: faculdades de jornalismo NÃO formam jornalistas. Se formassem o jornalismo praticado no país pela galera mais nova não seria tão ruim a ponto de ser apelidado de “jornalixo”.

    Citar

  24. Leonel disse:

    Psst, Tiago.

    A partícula “a” nesse uso vem do grego. E não houve esse tipo de junção no latim vulgar. “Aluno” vem de (mais ou menos) “aquele que está crescendo, se alimentando”.

    Que foi? Este post precisava ter *um* comentário inútil, ué!

    Citar

  25. vitor! disse:

    o Caldela tem diploma! :D

    ou engana mto bem…

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  26. Tiago Lobo disse:

    Pelo que eu sabia “Alere” se encaixa na tua definição.

    Alumnos vem de alumen = “sem luz”, não?

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  27. Leonel disse:

    Na verdade, não. Esse “lumen” derivado de “lux” também não existe. O grego entrou no latim vulgar em outras palavras (“cada”, “espada”), mas não nessa junção específica (partícula + evolução de uma palavra latina).

    E o Caldela não tem diploma. Mas está estudando pra uma prova de latim amanhã. :P

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  28. Tiago Lobo disse:

    Então eu estou errado XD

    O Caldela não tem diploma mas já pode ser jornalista :)

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  29. Jônatas D. P. Leite disse:

    Armageddon: Preocupado vou ficar quando não exigirem mais diploma de medicina XD

    Então pode começar a ficar cara. Sou psicólogo, tenho alguns amigos médicos, e tanto na facul, quanto no trabalho presenciei atos bizzarros.

    Exemplo:

    A brincadeira saudável de uma turma de medicina (Jundiaí) era assustar as pessoas que passavam na rua usando uma cabeça humana !!! (peça para estudo da aula de anatomia)

    Ética não pode ser comprada. Competência, também não.

    Abraço a todos

    Citar

  30. Ramon disse:

    Concordo com o careca, mas também discordo em muitos pontos. O mais hediondo em toda essa decisão do STF foi a menria como foi feita, e os argumentos pífios que foram usados. Comparar um joralista á um cozinheiro? Dizer que só pq há profissionais ruins na área, o diploma não é mais obrigatório? Se pensarmos por esse lado, TODOS os diplomas deveriam ser extinguidos. Dizer que não prejudicamos outras pessoas, que não representamos risco? Por acaso conehcem o caso da Escola Base ou as eleições que colocaram Collor no poder?

    Essa decisão é cuspe na cara de toda a educação do país. Em um país que precisa de uma melhoria gritante no ensino (tanto médio quanto superior), nossos governantes resolvem nivelar tudo por baixo. E fizeram isso na maneira calculada, já que nós, jornalistas, estávamos pisando nos digníssimos calos do Sr. Sarney e do Sr. Lula…

    Citar

  31. Bhan disse:

    Se é tudo uma conspiração governamental, os conspiradores são muito fracos, pobrezinhos.
    A verdade é que dificilmente os jornalistas atuais poderiam ser piores. Quem daqui é leitor do Estado de Minas sabe do que estou falando. Não é um jornal de todo ruim, tem alguns articulistas e cronistas interessantes. Só não dá para ler os jornalistas profiissionais…

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  32. Leandro Fiore disse:

    Boa sorte para os jornalistas. Na área de TI nunca foi obrigatório o diploma, e que têm de profissional formado e ruim….

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  33. Dan Ramos disse:

    Bem, eu não tenho diploma nenhum, mas já trabalho com empresa gringa, estou prestes a sair da minha cidade (e em breve do país) e algumas outras conquistas pessoais, isso antes dos 25. =D

    Citar

  34. Krysna disse:

    Esse negocio de todo mundo poder se expressar sempre existiu, agora o que é uma sacanagem é dismerecer a dedicação e o estudo que alguns ainda tem. Existe um monte de curandeiro, pai de santo,e outros,por ai q nunca colocaram os pés numa escola e sabe o que é interessante? eles “curam”, e nem por isso todo mundo quer um curandeiro, particularmente prefiro O MEU MEDICO COM DIPLOMA. Sempre vão existir os idiotas da mídia,os jornais do povo,mais e daí?sempre vamos querer ver a FATIMA e o BONNER.
    Com essse tanto de informação errada por ai!!! Hô gente onde o BRASIL vai parar?!! Mas como diz minha mãe, ninguem nasce sabendo, vai estudar não neguim!!!!

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  35. JMTrevisan disse:

    Krysna: Esse negocio de todo mundo poder se expressar sempre existiu, agora o que é uma sacanagem é dismerecer a dedicação e o estudo que alguns ainda tem. Existe um monte de curandeiro, pai de santo,e outros,por ai q nunca colocaram os pés numa escola e sabe o que é interessante? eles “curam”, e nem por isso todo mundo quer um curandeiro, particularmente prefiro O MEU MEDICO COM DIPLOMA. Sempre vão existir os idiotas da mídia,os jornais do povo,mais e daí?sempre vamos querer ver a FATIMA e o BONNER.
    Com essse tanto de informação errada por ai!!! Hô gente onde o BRASIL vai parar?!! Mas como diz minha mãe, ninguem nasce sabendo, vai estudar não neguim!!!!

    Quer um exemplo prático?

    Desde 2006 colaboro com a Rolling Stone Brasil como tradutor. Minha educação formal do idioma inglês é quase zero: aula mesmo, só como parte do currículo do meu colegial técnico e do ensino médio, em escola da prefeitura.

    Mas eu estudo inglês lendo pra cacete faz uns 15 anos. E, de acordo com o meu editor na revista, traduzo muito melhor que muito cara diplomado por aí.

    Em teoria, se o diploma fosse obrigatório no caso de tradutor (e no caso da tradução de documentos legais, acho que é, não sei), eu estaria desempregado.

    Seria justo?

    Quem quer estudar não tá preocupado se o diploma vale mais ou menos. O caratem que se garantir. Se ele estudou mais que os outros, se tem mais capacidade que os outros, vai se dar bem com ou sem diploma .

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  36. Gregory Vendramini disse:

    É o que o Careca disse. Isso não prejudica em nada a quem de verdade sabe o que tá fazendo e tem o diploma. Só facilita a vida de quem sabe, mas por X motivos, não foi a faculdade. E essa meia dúzia de manés blogueiros que pensam “legal, agora não precisa estudar mais!” vão dar de cara na parede, como sempre.

    Mas aí, eu tenho uma dúvida que me corrói faz tempo. Se uma pessoa tira um título de Medicina ou Jornalismo, por botar exemplos, numa faculdade de fora do Brasil… Esse título vale igualmente dentro do país, ou é mais valorizado?

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  37. justicar disse:

    Como vocês, (Cassaro, Trevisan e Saladino) conseguiram entrar para esse ramo, eu não consigo imaginar como aconteceu, é sorte??, estar no lugar certo na hora certa ???, convenhamos, quanta gente não queria trabalhar de editor, redator, e outros “or” das resvistas livros que vocês fizeram.

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  38. Gregory Vendramini disse:

    Justicar, é o que o Careca disse uma vez. Na vida laboral o que conta é contatos, cara de pau, e forçade vontade. O resto é bônus e nenhum passa de +2.

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  39. jmtrevisan disse:

    justicar: Como vocês, (Cassaro, Trevisan e Saladino) conseguiram entrar para esse ramo, eu não consigo imaginar como aconteceu, é sorte??, estar no lugar certo na hora certa ???, convenhamos, quanta gente não queria trabalhar de editor, redator, e outros “or” das resvistas livros que vocês fizeram.

    Foi um misto de cara de pau e competência, sendo bem sincero. Depois que você entra no meio, é uma questão de cara de pau, competência E contatos.

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