Hora do Exercício – Dr. Careca Responde #2

Posted: 20th abril 2009 by jmtrevisan in Dr. Careca Responde

Hah!

Ensaiando a volta da Hora do Exercício e aproveitando a ensolarado segunda-feira pré-feriado (o que, para uma pessoa normal, deve ser uma ótima oportunidade de sair e ver o mundo lá fora) chega a segunda edição de Dr. Careca Responde!

Igor André pergunta: “Se me permite uma sugestão (e talvez você já tenha pensado nisso também), seria ótimo se você pegasse trechos dos textos que você recebe e corrigisse sob o seu ponto de vista. As dicas sobre a releitura funcionam realmente, mas a possibilidade de um ‘conselho especializado’ tornaria claro, na prática, o potencial de melhoria dos textos”.

Dr. Careca responde: Na verdade já fiz muito isso em fóruns e listas da vida. Hoje em dia é um pouco mais complicado principalmente por questões de tempo e disposição. Além do mais, fico mais a vontade para analisar e até meter o pau em meu próprio material. Fica mais simples destrinchar um texto quando se tem todas as informações de bastidores. Já que em time que está ganhando não se mexe, vamos deixar como está para ver como é que fica.;)

Leonel pergunta (na verdade, afirma): “Se tu ficar 7 ou 8 horas escrevendo (ou, digamos, 1 ou 2) sem se importar com a qualidade, a qualidade vem. Writing is life, everything else is for pussies”.

Dr. Careca responde (na verdade, complementa): Como não podia deixar de ser, o Leonel está certíssimo. O problema, na verdade, é conseguir desencanar o suficiente para aceitar que seu próprio material pode, ao menos no início, sair uma porcaria. O segredo é entender que o primeiro esboço é apenas uma matéria bruta, que deve ser trabalhada na hora de reescrever. E é daí que sai o resultado definitivo.

Rod’s pergunta:Obrigado pelo resposta, Careca, mas diz aí, as respostas é só para as Horas do Exercício? Ou podemos, digamos, perguntar umas coisinhas a mais… *risada maléfica*”.

Dr. Careca responde: A idéia é manter as dúvidas vinculadas aos artigos, mas nada te impede de perguntar. Do mesmo modo, nada me obriga a responder. ;)

Luiz Carlos Moraes: “Tenho uma dúvida que não é bem uma dúvida, mas uma curiosidade que tenho desde que você falou algo em um de seus primeiros posts aqui no blog. Você disse que não gosta de escrever em computador, e sim em um caderno. Até aí tudo bem, mas você disse também que não gosta de lápis, e sim de caneta – o que pode ser percebido em seus escritos. Tem algum motivo especial para isso? Tipo não poder apagar, e isso preservar o texto original; ou é só uma questão de preferência mesmo?”

Dr. Careca responde: Não é que eu não goste de escrever no computador, mas a tela em branco me bloqueia um pouco sei la por que. Usar o caderno foi o modo que encontrei para driblar esse problema. É mais um artifício para começar o texto, tirar a idéia da cabeça sem muita pressão. Uma vez que o conto ou artigo esteja mais ou menos formatado na folha de papel, fica mais seguro pular de volta para o Word. Uma das grandes vantagens deste processo é que ele te obriga a reescrever ao menos uma vez (na transição caderno>computador). E invariavelmente o texto melhora nessa passagem. Sobre o uso da caneta, a idéia é essa mesmo: evitar qualquer possibilidade de correção imediata.

Aproveitem o espaço dos comentários para mandar mais dúvidas.

Cheers!

T.

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  1. Leonel disse:

    O lance do caderno/computador é muito bom. Não que todo mundo deva fazer isso, mas ajuda desenvolver um “ritual” (mesmo que bem artificial) para facilitar o começo. Eu tinha um professor de desenho que recomendava desenhar numa folha um pouquinho suja, para perder a “santidade da folha em branco”.

    Comigo é o contrário: eu só consigo escrever no meu computador, bem isolado no meu escritório, sem ninguém por perto. Me põe num ambiente diferente (nem que seja o quarto, com um caderno e uma caneta) e eu travo.

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  2. Elisa disse:

    Ok. Processo criativo e como por a ideia no papel varia de pessoa para pessoa, tudo bem. Sempre soube que escrever era reescrever e já uso essa prática desde sempre. Minha maior dúvida é: como saber se você é bom ou não se tem potencial de verdade ou é outro idiota que escreve textinhos cheios de clichê e com técnica podre? Como saber se tem talento?

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  3. Bruno disse:

    Acho que essa é fácil… Não tem que como saber =P Não sozinho, pelo menos; o jeito é se encher de humildade e dar a cara a tapa, mostrar pra outras pessoas (além da mãe, da namorada e do melhor amigo, é claro), ver o que elas acham, etc.

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  4. vitor! disse:

    Sincera mente, acho que escrevo muita besteira, mas acabo rindo muito disso, acho que compensa.

    Na minha humilde opinião um conto/história/sei-lá deve ser divertido ou criativo, ou no mínimo te faça pensar ( sim! cariocas tbm pensam!)

    ” Ia escrever uma frase de impacto, mas fui pegar um pedaço de pizza e esqueci “- odeio quando isso acontece.

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  5. Julio Matos disse:

    Mostrar pra muita gente ou mesmo publicar na web é um caminho.
    Mas eu sinto falta mesmo é de uma opinião profissional!

    Na esperança de receber algum comentário (mesmo que monossilábico) do caro Dr. deicho o endereço do meu blog:

    http://chateauduchat.blogspot.com/

    Apesar de entender teu posicionamento quanto a opiniões de trabalhos alheios, creio que a tentativa é válida!

    Grande abraço!

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  6. Julio Matos disse:

    A palavra deixo está completamente mal colocada, e ainda por cima escrita errado!
    Fui vítima da pressa e da não revisão do comentário.

    De qualquer forma, desculpe a postagem repetida. Só existiu por eu não ter descoberto como editar a postagem anterior.

    Grande abraço!

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  7. vitor! disse:

    Acho que mais uma vez, vc não pode mudar o que foi escrito. até pq tem que errar mesmo! Faz parte da criação eu acho, é como um esboço que pode render idéias posteriores, e servir como histórico do texto ( tô falando besteira? por favor me corrija!). Quanto mais vc sangra no treino, menos sangrará no campo de batalha.

    hesitação é meu pior defeito(e mais bem escondido até então). E eu tenho a mesma duvida da Elisa, como saber se vale a pena(não, a alma não é pequena!), como saber se as idéias não são tão absurdas assim ? Como saber se tem futuro ?

    (No futuro eu coloco um link aqui embaixo tbm)

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  8. Luiz disse:

    Valeu pela resposta, Careca! ;)

    Bem, quanto à questão aí de cima, eu acho que aí é que está a graça do negócio. Tu não sabe se tem futuro, não sabe se as pessoas vão gostar do que você escreveu… Mas é o que você escreveu, não é? Então mesmo que as pessoas não gostem, não tem porque deixar de escrever. A parada mesmo é tu ir se desenvolvendo.

    E, bem, tenho outra dúvida, que surgiu justamente com o comentário da Elisa. É em relação aos clichês. Tem vezes que eu tenho uma idéia muito boa para escrever, mas aí eu me toco de uma coisa: “isso é um baita clichê!”

    Nesses casos, é tão ruim assim escrever um clichê? Porque na minha opinião, não é não, desde que fique algo agradável de se ler. Você só tem que saber “camuflar” o clichê.

    Obrigado novamente, e falous!

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  9. Luiz disse:

    Só aproveitando a oportunidade também…

    http://stevebardo.wordpress.com/category/contos/

    Caso tu não tenha nada pra fazer, em uma madrugada entediante de quarta-feira, dá uma passadinha lá. ^^

    Valeu.

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  10. admin disse:

    Madrugada entediante? Eu nãosó tenho um PS3 como acabei de comprar um livro ótimo e de mais de 500 paginas sobre a carreira do Neil Gaiman.

    Mas dou uma passada quando puder.;)

    T.

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  11. Luiz disse:

    Pô, não precisa esnobar, né…

    Falouzes.

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  12. Thyago Maestrelli disse:

    Bom dia J.M.Trevisan!
    Infelizmente não encontrei outra maneira mais direta de falar com você, senão essa.
    Minha pergunta, na verdade uma propósta, não é especificamente a você, mas ao “Trio Tormenta”. Como o assunto é de vosso interesse, sugiro que tenhamos um pouco de privacidade nessa possível conversa. Aguardo vosso contato, mesmo que a idéia, após esse, não tenha continuidade.
    Atenciosamente

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  13. veronica disse:

    meus pais biologicos separados nao param de brigar

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  14. veronica disse:

    e eu estou sofrendo mitoooo

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  15. veronica disse:

    oque eu faso eu vou chorar

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  16. veronica disse:

    volto aqui amanha

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  17. Suna disse:

    O que eu faço quando preciso de um bom editor e não tenho um ao alcance (seja física ou monetariamente)?

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