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A Dragão Brasil foi, sem dúvida, a maior revista de RPG brasileira. Entender a história da publicação é entender um pouco a história da própria trajetória do hobby no Brasil. Três equipes editoriais passaram pela direção da revista em 123 edições e 14 anos: foram 111 edições pelas mãos do Trio Tormenta, 9 sob o comando de Marcelo Telles e 3 pela equipe capitaneada por Silvio Compagnoni Martins.

E foi justamente com o Silvio (“embaixador da ONU, ativista do Greenpeace, semi-vegetariano, bebedor de cerveja blogueiro e joguêiro”, como ele mesmo se define) que me sentei para conversar esta semana. O que você confere a seguir é a primeira parte de uma longa entrevista onde falamos sobre a situação atual do RPG, seu futuro e, é claro, sua passagem pela Dragão Brasil.

Trevisan - Por que você resolveu assumir a DB?

Silvio - Por que achava que a revista não devia ficar no limbo, pela sua história. Que ela merecia continuar. Além disso, editar uma revista era um desafio pessoal que eu queria descobrir se era capaz de vencer. Sempre gostei da DB nao queria vê-la suspensa, cancelada ou algo assim.

Trevisan - Quem fez o primeiro contato? Você ou a editora?

Silvio – O primeiro contato foi deles, se bem me lembro. Foi um processo lento, ate assumir a revista.

Trevisan – Qual era a situação quando você assumiu?

Silvio - Segundo as palavras da Teresa e do Ruy (donos da editora Talismã – hoje Melody – responsável pela Dragão Brasil), a revista estava parada e eles queriam voltar com ela de modo rentável. Queriam um resultado rápido e instantâneo. A revista estava em um hiato e eles queriam um novo modelo. Queriam mais controle, estar mais próximos do que era produzido. Montei uma estrutura enxuta e estava no páreo junto com outros profissionais e pessoas conhecidas dentro do RPG.

Trevisan - Você sabe quem eram os outros concorrentes? Quem mais disputava para assumir a revista?

Silvio – Soube que eram três ou quatro equipes. Um deles era um grande amigo meu, o Alexandre Itiro (game designer independente, autor do Buraco RPG). Conversamos um pouco durante o processo, mas nunca tive acesso aos outros projetos. Até porque estava focado em montar o que eu acreditava ser bom para a revista na época. Depois de uma análise de todos, a direção da editora optou pela nossa proposta. O que nos foi passado era que deveriamos começar do zero e ter resultados ótimos desde o inicio. Nunca achei que fosse possivel, mas aceitei o desafio por acreditar que poderiamos colocar a revista em um patamar bom de publicação.

Trevisan – Alguém chegou a explicar por que optaram por uma reestruturação completa da linha editorial?

Silvio - A Teresa comentou brevemente que a revista estava muito fechada em torno do Telles (editor da penúltima equipe a passar pela DB) e eles não tinham muito acesso ao que acontecia. Queriam que a nova equipe estivesse mais próxima deles, para que pudessem debater mais seu conteúdo, opinar mais.

Trevisan - E quais eram suas idéias? O que você identificou de errado nas encarnações anteriores e que precisava ser mudado?

Silvio - Essa resposta vai ser longa. Na verdade eu via a DB como uma filha do Cassaro. Não seria certo, ao meu ver, continuar com o mesmo estilo ou mesma abordagem dele. Ao mesmo tempo, tinha também a minha visão do que poderia ser a revista naquele momento que passávamos. Por isso a idéia foi fazer algo diferenciado, com uma proposta mais madura, deixando de lado alguns pontos e reforçando outros. Pensavamos em uma revista que servisse para jogadores e Mestres refletirem sobre o RPG, que trouxesse temas que ainda não haviam sido abordados nas páginas da revista.

Além disso, havia o problema do intervalo em que a produção da DB ficou suspensa – quando da saída do Telles – e por conta disso, precisavamos nos preocupar em trazer de volta um publico que já estava no processo de “diáspora”. Como tudo foi feito a toque de caixa e o prazo que tinhamos para estruturar a revista era zero, não havia tempo nem estrutura para isso. A revista era produzida com uma verba de apenas quatro mil reais. Este era o cenário na época.

Trevisan – Você disse que a editora queria acompanhar o trabalho mais de perto. Que tipo de intervenção seu trabalho recebia?

Silvio - Mudanças de capa, fontes, diagramação… era uma mudanca atrás da outra. Quando queriamos algo diferente era dificil conseguir aprovação. E isso atrapalhava o conceito. Não queriamos simplesmente por uma imagem de D&D na capa ou algo do tipo. Um exemplo: quando conseguimos o quick system de Call of Cthulhu, foi dificil fazer a editora entender o  que aquilo significava para mim enquanto jogador, enquanto editor trazendo um sistema cult para Dragão Brasil e ver que eles não entendiam bem o conceito do que era a revista. O que eles queriam era vender. Vender bastante, vender com brindes, com cards ou o que quer que seja. O mote era vender. Ponto.

Trevisan – Havia alguma meta de vendas traçada por eles? Você tinha acesso aos números das suas edições ou a dados sobre o desempenho das duas outras equipes que passaram pela revista (Telles e Trio)?

Silvio – Não tínhamos acesso aos números. Diziam se a revista tinha vendido bem ou não, mas os números não eram repassados. Não havia como comparar com as edições das equipes anteriores. Isso sempre dificultou a tarefa de encontrar o nosso publico. Ouvia pessoas dizendo que não achavam a revista nas bancas, provavelmente por má distribuicao, não sei. Navegávamos no escuro.

Trevisan – Nem à tiragem vocês tinham acesso?

Silvio - A tiragem girava em torno de 13 mil exemplares, mas confesso que esse é um número do qual não tenho plena certeza.

Trevisan – O que você acha que deu errado? E o que faltou para dar certo?

Silvio - Tínhamos pouca verba, pouco tempo e aceitamos um desafio maior do que nossa capacidade permitia. Errei ao querer forçar uma revista e uma visão mais madura. Foi um erro meu e assumo isso. Acho que o momento ainda nao era o nosso. Mas plantamos alguma coisa. Acredito que pudemos mostrar um pouco da nossa visão e isso foi importante pra mim. É um aprendizado que levo comigo e aplico aos novos projetos.

Trevisan – Mas você acha que o erro foi só editorial ou houve tropeços administrativos também? Faltou respaldo da direção da editora?

Silvio - Ambos. Faltou respaldo, acredito eu. Acho que a visão que tinhamos de alguma forma não casou com a visão e expectativa da editora. Como disse, houve um momento em que navegavamos às escuras por nao termos informações suficientes para fazer um planejamento.

Mauro - Olhando hoje, depois de um tempo, você acha que havia como salvar a Dragão se qualquer uma das três equipes que passaram pela direção da revista permancesse?

Silvio - Como disse, acho que a DB é cria do Cassaro e ela só se sustentaria com ele e sua equipe. Minha opiniao é que tanto o Telles quanto eu deveriamos ter focado em uma outra revista, onde teriamos como imprimir uma cara própria, nossa opinião e estilo. Este seria o melhor cenário. Acho também que se houvesse um trabalho mais consciente da editora com os editores, qualquer um dos três poderia continuar fazendo uma revista de RPG. Acho que os três editores tem suas vantagens e desvantagens seus meritos e defeitos, isso é normal.

Trevisan – E quais seriam?

Silvio - As vantagens e desvantagens?

Trevisan – Isso.

Silvio - Pude ver o trabalho do Cassaro de perto nas poucas vezes em que escrevi para a DB quando ele editava a revista. É o melhor editor do meio. Tem um estilo próprio, uma postura profissional, sabe o que faz e dentro do seu conceito particular preza por alguns pontos que o agradam estéticameente. Este último é a sua vantagem e desvantagem na minha opiniao.

O trabalho do Telles eu acompanhei pouco de perto.  Ele tem também seu próprio estilo  e um approach que ao mesmo tempo pode ser limitante. No meu caso, adotei uma estética e visão tambem própria, mas igualmente limitante. Em resumo, acho que cada um tem um estilo, e hoje vejo o trabalho do Cassaro, de vocês do Trio, com outros olhos. O que antes eu achava limitador, hoje vejo que tem um nicho próprio e uma força maior. E enxergar isso é o merito do editor.

Um grande fator que deve ser levado em conta é o próprio público, que eu vejo hoje parado, estático em relação ao hobby. Lógico que tem gente produzindo e super ativa no meio, mas a grande massa esta parada, estática. Posso dizer isso com propriedade pois acompanhei in loco e muito de perto os EIRPGs (Encontro Internacional de RPG) e outros eventos. Hoje o povo está muito apático, sempre querendo a mesma coisa, as mesmas receitas. E quem faz algo diferente ou quem produz – seja coisa boa ou nem tanto – tem esta dificuldade em mexer na grande massa. É algo complicado e dificil. É uma pena isso, o fato de os jogadores não terem mais a energia de antes. E sei que é dificil mexer nisso. É um trabalho árduo e desgastante.

Olhando para trás agora, creio que as três  equipes – a do Telles, o Trio e a minha -  tiveram uma participação no que hoje é o RPG no brasil. Acertando e errando. Agora  parece que chegamos em um ponto complicado que envolve não apenas um trabalho, mas todo o meio. Jogadores editoras, profissionais, tudo.

Trevisan – Você não acha injusto jogar essa responsabilidade para o público? Essa estagnação não é algo normal, comum às outras mídias?

Silvio - Não acho injusto. Até porque, nao digo que a culpa seja do público. Apenas digo que ele tem uma participação. Mínima até, mas ela existe. Não acho que a estagnação seja normal. Pode existir uma diminuição nas midias ou na fama do hobby, mas estagnar ao ponto em que se encontra? Não sei…

Trevisan - O que exatamente você vê como estagnação? Falta de movimentação para organizar eventos?

Silvio – Não. Acho que eventos existem, mas precisam ser reformulados.

Trevisan - Então qual é essa participação do público?

Silvio – Hoje temos eventos nos mesmos moldes de quinze anos atrás, quando o RPG era novidade. Isso não mudou e é ruim. Acho difícil corrigir isso ou encontrar uma fórmula que se encaixe e traga resultados. Não é algo que se faz do dia para a noite.  O público de RPG hoje tem em mãos muito mais livros, editoras e material do que tinhamos há quinze anos, mas nao vejo ninguém procurar coisas novas. Não vejo interesse por novos jogos, novas fontes.

A última vez que vi a grande massa de jogadores se mobilizar foi na época que o Mark Rein Hagen (idealizador da linha Storyteller, da editora White Wolf) veio para o Brasil. Foi quando tivemos o boom de Vampiro – A Máscara. Hoje existe apenas o ciclo do D&D e derivados. O pessoal não conhece ou não vai atrás de novos jogos, não se mexe. Acho que esta falta de movimento é que está me incomodando. Se você vai em um evento hoje é a mesma sinergia dos eventos antigos, mesma rotina. E hoje quem tem saco de ir a um lugar barulhento jogar? Ninguém. As pessoas  preferem jogar em casa.

Nos eventos, vão para bater papo, ver alguma coisa e tchau.  Isso porque esta fórmula era boa quando era novidade. Você queria jogar, queria mostrar seu sistema etc. Hoje não faz tanto sentido assim.

Trevisan – Isso não foi substituído pela internet? Na época não tinhamos esse tipo de recurso. Pelo menos não na escala atual.

Silvio -A internet é uma faca de dois gumes. É excelente como material de apoio, mas o RPG é uma atividade social, o tesão dele é você estar na mesma sala jogando com a galera. Me broxa um pouco pensar na hipótese de o hobby migrar migrar totalmente para a internet. Acho legal que seja um suporte, um apoio apenas. Não me refiro aqui às editoras produzindo .pdf, ok? Isso acho fantastico. Mas, novamente, a internet para mim é um suporte, nada mais que isso. Lugar de RPG é na mesa, com pizza e cerveja. Ou refri pros garotos :)

Trevisan - Mas aí não é um certo saudosismo da sua parte (e de outros jogadores das antigas também)? É possível que tenhamos até mais gente jogando hoje usando a internet do que tinhamos ao vivo na época. No nosso tempo tinhamos uma seção na DB onde os jogadores procuravam  grupo. E sempre tinha muita gente procurando. Hoje esse pessoal pode jogar sem sair de casa.

Silvio - Não sou saudosista a este ponto. Só acho que o meio RPG surgiu de uma interação social e é melhor aproveitado se for usado neste sentido. Como disse, usar a internet como suporte e apoio seja pra econtrar grupos ou  referencias pra suas aventuras, exercitar a escrita e idéias em blogs, etc, acho muito válido, mas jogar mesmo acho muito, mas muito mais divertido ao vivo e a cores.

Trevisan – E o que deveria mudar no formato dos encontros? No caso do EIRPG, por exemplo?

Silvio - Complicado isso. O EIRPG vem mudando, trazendo algumas novidades. Apenas que o sistema de mesas de jogo deveria mudar. Deveria ser  um trabalho mais bem  pensado, com uma participação mais próxima das editoras e das pessoas envolvidas com o RPG. Por exemplo: hoje o pessoal tem mesas de jogo de acordo com cada sistema, certo? Por que não mudar isso? Por que nao fazer com que os Mestres tenham um pouco mais de “trabalho” e montem mesas mais interessantes?

Hoje você vê lá o grupo indo jogar com os amigos de sempre e poucas mesas abertas para novos jogadores. Por que não montar mesas especiais? Por que a editora X nao monta cinco mesas com Mestres gabaritados pra mostrar seus sistemas de  jogo e coisas do tipo? Por que não montar mesas surpresa e chamar por exemplo, o Trevisan pra mestrar?

Trevisan - Era o que a Devir fazia na Forbidden Planet (conhecida loja paulistana responsável pela iniciação de muitos RPGistas na década de 90)…

Silvio - Imagine a surpresa e a felicidade de quem estivesse naquela mesa? Imagine como seria legal participar de um  encontro nestes moldes?

Trevisan - Certo. Mas isso não garante que o cara vá voltar para casa com livros embaixo do braço, juntar o grupo e jogar. A idéia é interessante, mas dá resultado hoje em dia?

Silvio - Cara, qualquer iniciativa é válida e nenhuma é melhor do que a outra. Eu mesmo já aluguei o salão do meu prédio para chamar pessoas e jogar board game, jogos de miniatura. Tem clubes fazendo isso o tempo todo e nao importa se o cara depois vai jogar em casa. O que conta é a experiência, que ele vibre com o jogo.  E isso o EIRPG faz pouco.

No sábado, a segunda parte da entrevista!

Cheers!

T.

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  1. Drannor disse:

    Sinto saudades da epoca da DB nas mãos do trio tormenta, eu conheci o RPG ali e joguei por muitos anos comprando a DB mensalmente. Não sei por que a DS não me agradou tanto, talvez seja por que eu goste de 3D&T, não de D&D.
    E a DS tem um preço assas salgado.

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  2. Kami disse:

    Assas salgado…
    Tah muito boa a entrevista, mas só rolou uma dúvida.
    Esse Silvio era o editor da DB na época da Rede RPG? É pq eu parei de acompanhar a revista depois que vcs saíram…

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  3. Barba disse:

    Pronto. Nada como uma “fonte neutra” mostrar que as coisas não foram como muita gente gosta de falar.

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  4. Kami, o Silvio foi editor da DB após a saída do pessoal da RedeRPG.

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  5. Pablo Urpia disse:

    Cara,
    A melhor parte dessa entrevista foi na parte dos encontros de rpg.
    E melhor ainda nas inovoações que realmente causam impacto.
    Muito consciente o Silvio. Gente fina.

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  6. Jaime Daniel disse:

    Realmente uma boa sacada entrevistar o Sílvio. Parabéns e vamos aguardar a segunda parte!

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  7. Gosto desse tipo de matéria, de alguém mais inserido no meio dizendo como é que estão as coisas
    Gostei desse Silvio, e principalmente da parte dos EIRPGS

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  8. Gruingas disse:

    Ótima entrevista, e ótima iniciativa! Até então acho que ninguém sabia nada sobre esse cara que editou a DB!

    Só não acho que o mercado esteja estagnado desse jeito, veio a 4a edição do D&D (em inglês, OK) e muita gente foi atrás. Veio o M&M traduzido e muita gente foi atrás, tem uma galera jogando o novo mundo das trevas, 3D&T Alpha… a galera está aderindo a muitos dos jogos lançados.

    E sobre os encontros de RPG, acho que o formato ANTIGO do EIRPG era melhor para isso. Era praticamente só um monte de gente jogando e dois ou três stands, mas a entrada era franca. Então qualquer um podia ir lá e conhecer o jogo.
    Nas ultimas edições ele migrou para um formato mais parecido com as convenções de anime, um espaço pra quem já é jogador, e pagando ingresso…. ficou um evento com mais atividades, mas parece que tem bem menos mesas de RPG…

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  9. Silvio disse:

    Gruingas, o problema é que grande parte das mesas abertas nos EIRPGS (tirando ai os primeiros) era de mesas onde o mestre abria para jogar com amigos e pouca coisa se fazia para novatos.

    O pessoal chegava e nnao conseguia realmente jogar alguma coisa boa (existem excessões). Como evento acho que poderia se dar mais atenção ao público que busca novidades (seja novo jogador ou veterano) além de simplesmente dar um espaço pra se jogar.

    abraços

    Silvio

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  10. Daniel de Assis disse:

    haaaaaaaaaa, eu fico louco com essas entrevistas, nota mil!!!!

    Cara, pra mim a DB conseguiu (entre muitas outras coisas) pegar o pessoal que ia pra banca ler mangá pro rpg, aumentou o público consumidor. Tanto que os mesmos consumidores compravam a revista também! Hoje ainda tem muita gente que vai até a banca buscar algo mas não conhece rpg, ainda não foi direcionado. E quem sabe até o pessoal da blogosfera pode dar uma escapada para o rpg de mesa?
    O 3d&t serviu de transição de muitos leigos para o cenário de rpg… Hoje quem vai a banca ou lê na net acaba achando que tormenta não é pra iniciantes. Um absurdo até 3d&t (ou 4d&t, sei lá…) assustar alguém, mas acontece…

    Ainda vai ter na nossa geração uma nova forma de trazer gente nova. E pessoal, pelo amor de Deus, eventos propagandas em revistas blogs, foruns que já tem a temática de rpg NÃO trazem gente NOVA, uai. Isso é pra quem já conhece poxa vida era por isso (dãaaa) que o fulano tava lá na feira, blog fum de RPG!!!

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  11. Daniel de Assis disse:

    (continuando) “…o fulano tava lá na feira, blog forum de RPG!!!”

    Ainda vai acontecer de um cara passeando nas ondas do google, ou pesquisando na banca ver algo muito interessante, tipo uma elfa peituda com tiras de couro, (ô saudade…) aí ele vai só depois ver o sub-título falando que é rpg, abre o link ou a revista para dar uma conferida, (um pouco receoso com esse negocio de rpg) e vai ver lá escrito em letras graudas: “você não sabe jogar rpg? gostaria de aprender de um jeito rápido fácil e muuuito divertido? Então entrou no lugar certo!!!”

    Estou aguardando… até lá fico aqui criando meus propios sitemas cenários e ilustrações, (em breve na net hauhauhau) vendo as novidades que vão surgindo. Até mais!!!

    P.S. desculpem a mega-postagem cheia de erros…

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