O Carnaval do Laboratório

Posted in Games, Miscelâneas on February 21st, 2009 by jmtrevisan

Ziriguidum!

Não gosto de carnaval. Acho chato pra cacete. Tudo bem, a mulherada sem roupa é legal, os carros alegóricos são bonitos, tem todo aquele colorido, a bateria, aquela brasilidade para gringo ver etc,etc,etc. Mas a profusão de música tosca que se é obrigado a ouvir , é de matar. Samba enredo, principalmente.

E aí, por um daqueles motivos que só alguma entidade superior é capaz de explicar, acordei hoje com uma idéia completamente retardada: fazer meu próprio samba-enredo. Como uma das regras básicas é escolher algo/alguém ou fato histórico para homenagear, escolhi os videogames.

E assim nasceu “Videogames: luz do passado, reflexo do futuro” (porque, afinal de contas, todo samba-enredo tem que ter um titulo pomposo, por mais tosco que seja), primeiro samba da Unidos do Carecast

Aqueça os seus tamborins e vamo simbora, que é carnaval!

Videogames: Luz do Passado, Reflexo do Futuro
(autoria de Carequinha do Laboratório)

Tudo começou lá nos 80
Quando o Atari apareceu
Tinha Pitfall, River Raid, Jungle Hunt
Ai, meu Deus!
(Ai meu Deus!)

O Enduro, doía o dedo
Porque não dava pra salvar
E nóis jogava, até de manhã cedo
E a molecada não queria mais parar!

(refrão)
Videogame é pra criança
E queima a televisão
Me dizia a mamãezinha
Para mim e pro meu irmão
Coitadinha da velhinha
Não sabia nada não
Videogame é esporte, alegria e diversão!
(Aaaaaaaaaaai!)

O Master System
Revolucionou
Alex Kidd e Black Belt
Quem será que não jogou?

E o Duck Hunt
Que era facinho
A menina é quem jogava
Com a pistola do vizinho!

(repete refrão)

Ainda tinha o Nintendinho
Dentro dessa geração
A Princesa e os Mario Brothers
Com aquele bigodão

Battletoads, Double Dragon
E cartucho piratão
Pra Nintendo americano
Lá dos china malandrão

(repete refrão)

Com o Mega Drive
A Tec Toy arrebentou a freguesia
Era popular
Tinha na loja, em casa e na padaria

(E o Super Nes!)
E o Super Nes!
Que todo mundo gostava
Tu jogava Castlevania
E no F-Zero eu detonava!

(repete refrão)

Dreamcast nunca vi
Game Cube não joguei
Mais do Sony Playstation
Todo mundo era freguês

O primeiro era da hora
Depois veio o dois e o três
Vamo ver se alguém se mexe
E desbloqueia de uma vez!

(repete refrão)

Se você tem videogame
E não brinca carnaval
Olha só que maravilha
Olha o que é mais legal

Você pode ficar em casa
Sem ninguém pra atrapalhar
Jogando o dia inteiro
Até essa porra terminar!

Lembrando que apesar de exigir uma certa habilidade, o samba é totalmente “cantável”. Se você tem coragem ou muito álcool na cabeça, alguns amigos e pouco bom senso, grave que a gente inclue no primeiro Carecast que for possível!

Axé, digo, Cheers!

T.

PS. algumas plataformas foram deixadas de lado para encurtar o samba e preservar a sanidade do autor.

Dragon Slayer #23 – Capa e Índice

Posted in Dragon Slayer, RPG on February 20th, 2009 by jmtrevisan

Huh!

A edição 23 da Dragon Slayer está surpreendente. Tão surpreendente que eu nem sabia que estava na gráfica e só soube que estava nas bancas porque a algazarra dos leitores em festa podia ser ouvida a quilômetros de distância! Santa furtividade épica, Batman!


E como sou muito legal, um resumo do que você vai encontrar na revista:

Notícias do Bardo -
O Terceiro Deus, Open Grave, Popstar RPG

Encontros Aleatórios - Tem alguém tentando agarrar alguém…

Reviews - Fortaleza no Pendor das Sombras, Livro Completo do Aventureiro, DragonMech

Mestre das Masmorras - Como plagiar…isto é, pegar coisas de outras histórias para sua aventura

Background - Coisas que você nuncap ensou em saber sobre a origem de Mestre Arsenal

Papéis de Combate - Assumindo a tradição do RPG massivo que invade o jogo de mesa

Chefe de Fase - Aquele troll parece meio grande, não…?

Classe de Prestígio - Le Parkour não precisa ser coisa do mundo moderno

Gazeta do Reinado - Homens-Cobra em Arton. Você pensa que isso não é novidade? Pense de novo…

Omnitrix - E o melhor: sem aquele moleque chato preso nele!

Skill Challenges - Você achou que isso era invenção da 4E?

Mechas - Robôs gigantes para Sistema D20 em regras que não deixam você doido.

Templo do Inseto-Rei - Se você não entrou antes, agora vai

Meio-Elfos - Você não joga com eles? Nem nós, mas fazer o quê…

Templo do Inseto-Rei - De novo?! Não, desta vez é uma HQ quase inédita (mas espera, ele não tinha quatro braços…?)

Cheers!

T.

Hora do Exercício – Dr. Careca Responde #1

Posted in Dr. Careca Responde, Hora do Exercício on February 19th, 2009 by jmtrevisan

Yeah!

Eu tinha pedido sugestões no último tópico e acabei tendo uma idéia. Alguns temas são legais, mas nem sempre eu tenho dicas suficientes na hora para escrever um post inteiro, além de não ter a menor intenção de enrolar ninguém dando conselhos furados só para encher linguiça. Por outro lado, acho chato não tirar as dúvidas da galera na hora.

Como nem sempre o pessoal checa os comentários, resolvi criar uma outra seção dentro do Hora do Exercício: a Dr. Careca Responde. Assim posso pegar as dúvidas que o pessoal posta vez ou outra e responder na forma de post para todo mundo ver.

Boa idéia não? Também achei!:)

Para começar, temos duas perguntas!

Rod’s pergunta: “Quando eu vou escrever um texto, eu rapidamente me deparo com as descrições de personagens. Quando eu descrevo os personagens, às vezes, o clímax da história desaparece, perdendo o foco da história. Quando é um personagem que logo desaparece, se eu não descrevo deixo o texto pobre, se descrevo deixo o texto lerdo. Algum exercício, Dr.?”

Dr. Careca reponde: Descrever é uma questão de estilo. Tem gente que adora. Eu nunca curti muito (devia tentar fazer um texto descritivo qualquer dia, só para testar). Em geral discuto só as características marcantes de cada personagem, sem interromper a história para isso.

Se você reparar, a única coisa relevante que descrevo sobre Dreevack, de As Aventuras e Desventuras de Rykaard Ackhenbury é o fato de ele se parecer com um pequeno orc. E isso é feito através da narrativa, contando a história de como ele caiu da árvore e como as crianças o perseguiam só porque ele era feio.

O importante é não parar tudo só para fazer a descrição. E lembrar que nem todo personagem deve ser descrito com todos os detalhes do mundo.

Fellipe Arcano pergunta: “Comigo é meio diferente. Do nada vem uns surtos de empolgação e começo a escrever maravilhosamente bem, depois essa chama se apaga e eu fico meio perdido. Dr, tem alguma dica? Me disseram uma vez que eu devia ir escrevendo até o fim, somente para depois poder analisar e revisar os textos”.

Dr. Careca reponde: Isso é bem normal e acontece comigo o tempo todo. J&L, por exemplo, é um conto que ficou quatro anos parado porque eu não conseguia encaixar o último parágrafo. A idéia do encontro entre Rykaard e o bardo (que nem nome tem ainda) em As Aventuras e Desventuras de Rykaard Ackhenbury estava rascunhada muito antes de o capítulo 3 ficar pronto, mas eu precisava esperar a hora certa de desenvolver a história. Já Randar Axeblade morreu na praia porque eu nunca encontrei um modo satisfatório de continuar a história.

O que costumo fazer nessas horas é não forçar a barra. Deixe o texto “descansar”, esqueça que ele existe, escreva outras coisas, vá namorar, beber, jogar videogame…qualquer coisa. Uns dias ou semanas depois, releia, corrija o que estiver errado e em seguida é muito provável que a empolgação volte.

Por hoje é só!

Cheers!

T.

Hora do Exercício – Extras

Posted in Hora do Exercício on February 18th, 2009 by jmtrevisan

Ayo!

Começo de ano é aquele inferno: nada funciona direito antes do Carnaval. Descobri que o blog também não. E para ajudar ainda mais, resolveram fazer uma reforma na cozinha aqui de casa. Tem idéia do que é tentar escrever com um cara martelando o outro lado da parede que fica BEM na sua frente? E ainda tem trabalho da Rolling Stone

Enfim, por conta de tudo isso, resolvi fazer um episódio extra de Hora do Exercício. Ou melhor: um episódio de extras. Escaneei as páginas do meu caderno de notas, com os rascunhos dos exemplos que usei nas outras lições (e alguns extras).

Os que conseguirem entender minha letra (que normalmente é bem decente, mas vira uma espécie de escrita criptografada que só eu entendo, quando estou empolgado com alguma idéia) verão como o primeiro rascunho é bruto, comparado ao produto final. Algumas histórias mudaram totalmente de uma versão para a outra…

Valentine

Hora do Exercício – Passado ou Presente?

Hora do Exercício – Passado ou Presente?

Rykaard Ackhenbury – Episódio 5

Por enquanto é isso aí. Se você tem alguma sugestão de tema para os próximos episódios, deixe seu comentário.

Cheers!

T.

PS3 + GoW3 = OMFG!!!

Posted in Games, PS3, XBox 360 on February 14th, 2009 by jmtrevisan

Ae!

Primeiro de tudo: sou contra a guerra entre fãs de consoles. Esse negócio de “sonystas” e “caixistas” é coisa de criança que não tem nada o que fazer. Por outro lado, quando levada em tom da brincadeira, da rivalidade sadia, até que o negócio é divertido. Como fã confesso da Sony, dois jogos me fizeram defender o Playstation 3 como a máquina suprema de games: Metal Gear Solid 4 e God of War 3.

Embora (ainda) não tenha tido o prazer de jogar, acho que já ficou bem claro que tanto a crítica quanto o público se renderam sem muita resistência ao talento do mestre Hideo Kojima e sua obra-de-arte.

GoW3 ainda não tem data de lançamento, mas teve ontem seu segundo trailer divulgado. E, pelas tetas de Afrodite, que trailer!

E isso é só o começo.

O consenso geral é que GoW3 (junto com Kill Zone 2) seja o jogo exclusivo que falta para deslanchar de vez as vendas do console. Rivalidades a parte, se eu fosse o povo da Microsoft, começava a me coçar…

Cheers!

T.

SPAM of the Week #9

Posted in SPAM on February 14th, 2009 by jmtrevisan

Hola!

Tá certo. Não é exatamente um SPAM of the Week porque eu não recebi por e-mail. Na verdade, acabei encontrando por acaso. O fato é que a foto é tão boa, mas tão boa que eu precisava achar uma boa desculpa para colocar aqui no blog.

Sendo assim, lá vai…


Juro que eu dava o que tivesse no bolso.

Cheers!

T.

Valentine

Posted in Dr. Careca, conto on February 13th, 2009 by jmtrevisan

Hoh!

Nunca liguei para poemas. Alias, não gosto de poemas. Nem sei diferenciar de poesia, na real. Acho meio chato, a maioria é subjetiva demais, etérea demais, cabeçuda demais ou inteligente demais para mim. Por conta disso, nunca me arrisquei muito a escrever esse tipo de texto. Rima, se você não faz direito, é algo que acaba soando besta, infantil e gratuita. E apesar de ter me arriscado a compor músicas – que, na verdade, é algo diferente apesar de parecer igual – acho que não é bem minha praia.

Palmas para quem gosta, se interessa e consegue fazer algo bom no gênero, mas eu não sou um deles. Pelo menos não em português. Daqui a uns anos, vai saber.

Apesar de tudo isso, fiquei fascinado pelos poemas (ou poesias, dammit?) que o Neil Gaiman costuma colocar no meio de suas coletâneas de contos (meus preferidos estão no Smoke and Mirrors – ou Fumaças e Espelhos, para quem prefere a versão nacional). São textos rápidos, divertidos, ágeis e fáceis de entender, além de não fugirem muito do estilo de prosa dele.

E aí, sei lá por que, vez ou outra me aparecem umas idéias nesse formato. E em inglês. Valentine, que escrevi ontem à noite, é uma dessas:

Valentine

His name was Valentine
Had a job that was just fine
As his pet, a porcupine
And its nickname was “Swine”

His name was Valentine
Living only to survive
Always fearing to cross the line
In his pocket, not a dime

His name was Valentine
Eating fish that he won’t fry
Watching people passing by
Dancing, singing, grinning sly

Poor, old, crazy Valentine

O que eu mais curto é que vem quase tudo pronto na cabeça.

Passei o dia dando de cara com banners do Valentine’s Day (O Dia dos Namorados gringo) e fiquei pensando: “Fica todo mundo aí comemorando…mas e se o tal Valentine fosse um cara ferrado na vida?”. Uns dois segundos depois me veio a primeira frase e a coisa deslanchou.

Até pensei em botar uma foto para ilustrar ou tentar desenhar a minha versão do Valentine, mas prefiro que cada um tenha a sua.

Quem quiser se arriscar, pode mandar sua interpretação através dos comentários!

Cheers!

T.
PS/Edit: só para não cometer uma injustiça, outra influência do texto foi a rima original de Solomon Grundy (que depois virou vilão da DC): Solomon Grundy/Born on a Monday/Christened on Tuesday/Married on Wednesday/Took ill on Thursday/Grew worse on Friday/Died on Saturday/Buried on Sunday/That was the end of Solomon Grundy.

Landau 66 – Festival do Júri Popular – Sessão Cancelada em SP

Posted in Landau 66, cinema on February 12th, 2009 by jmtrevisan

Aloha!

De acordo com um comunicado recebido hoje, foi cancelada a sessão da Mostra Competitiva 4 que se realizaria no Cine Olido, em São Paulo, e que apresentaria o curta Landau 66. A mostra faria parte do Festival do Júri Popular.

Portanto, se você mora na capital paulista, vai ter que esperar por uma nova oportunidade. Uma pena, já que o dia e o horário combinavam tanto (sexta-feira 13, 13 horas)…

Cheers!

T.

SPAM of the Week #8

Posted in SPAM on February 7th, 2009 by jmtrevisan

Hoh!

E lá vamos nós…

Prezado Cliente,

O Banco Bradesco S.A. começa 2000 inove lançando um novo Dispositivos
de Segurança. Para sua maior segurança, antes de realizar, pelo Bradesco Internet Banking, algum dos serviços relacionados, é necessário que você faça a intalação do Componente de Segurança em seu computador.

A utilização dos Dispositivos de Segurança é obrigatória para realização das transações contábeis.

Inovador e de fácil instalação, em apenas 5 minutosvocê instala, se cadastra e estará pronto para realizar suas transações no Bradesco Internet Banking com muito mais segurança e comodidade.

Acesse o site abaixo e siga as instruções.

Por uma questão de segurança, o tempo estabelecido para a intalação do Componente de Segurança em seu computador é de 48 (Quarenta e oito) horas. Excedidoesse tempo, o acesso ao Bradesco Internet Banking será temporariamente suspenso.

Legal. Pena que eu não sou cliente do tal banco e nunca cadastrei meu mail em nenhum site dos caras…

Cheers!

T.

Hora do Exercício – Escrever é Reescrever

Posted in Hora do Exercício on February 4th, 2009 by jmtrevisan

Ahoy!

Em primeiro lugar “a César o que é de César”: quem disse “escrever é reescrever” – ou pelo menos o autor do texto onde li esta frase pela primeira vez – foi Stephen King, não eu. Muita gente odeia os livros do cara, mas independentemente da qualidade, foi a partir da obra dele que aprendi muito do que sei hoje (o que pode explicar muita coisa sobre a qualidade do meu próprio material, para o bem ou para o mal).

Enfim, “escrever é reescrever” e você vai se lembrar desta frase para o resto da vida, quer ache A Coisa um dos livros mais legais do mundo, quer não.

A maioria dos escritores principiantes – e talvez este seja um dos fatores que dividem “os meninos dos homens”, digamos assim – acha que escrever é o simples ato de arrancar uma idéia das profundezas do cérebro, jogar no papel e mostrar para o primeiro infeliz com boa vontade que aparecer pela frente. O que, nos tempos modernos em que vivemos, significa mandar por e-mail para todos os seus amigos, enviar para um grupo de escritores amadores no Orkut (ou em fóruns e listas de discussão) ou postar em um blog bem parecido com este aqui.

Sinto muito, meninos e meninas, mas não é assim que a coisa funciona. Ou melhor: é assim que a coisa funciona, mas não é como deveria funcionar.

“Escrever é reescrever”: foi ele quem disse, não eu!

Quando se começa a escrever uma história, a coisa flui de uma maneira cru. Não é o momento para conter idéias, se preocupar com estrutura ou erros de português. É vomitar no papel mesmo. Só que este “vômito” não é sua história. É algo bruto que precisa ser lapidado.

Com a idéia no papel é hora de esquecer que ela existe. Feche o arquivo e ignore-o por uns dias. Há grandes chances de que você se empolgue e queira fazer uma primeira revisão logo após ter escrito sua primeira versão, mas tente se segurar. Nessa hora a gente ainda está apaixonado demais pelas próprias idéias para ter a frieza e o olhar clínico necessários para diagnosticar seus defeitos.

Passado este tempo, retome a história. Agora sim é hora de arrumar os erros de português e organizar a estrutura dos parágrafos. É normal acrescentar novas passagens, aperfeiçoar diálogos, inserir novas idéias e plantar plots que poderão se desenvolver mais para a frente. Feito isso, feche o arquivo e esqueça-o de novo.

Repita o processo alguns dias depois e quantas vezes forem necessárias para que você possa olhar seu texto e ter certeza de que ali está algo bem próximo do ideal. Não acho que exista uma fórmula capaz de indicar uma quantidade exata de revisões. Varia de obra para obra, de autor para autor.

Como nenhuma dica funciona sem um exemplo prático, aqui vai algo baseado (como sempre) no meu próprio trabalho. Trata-se de um trecho do quinto episódio de As Aventuras e Desventuras de Rykaard Ackhenbury (se você ainda não leu, ainda há tempo de recuperar o tempo perdido. Se já leu, deixe seu comentário!) e suas várias versões de acordo com as revisões que fui fazendo. Leia mais de uma vez, se for preciso, prestando atenção às mudanças:

- Primeira Versão

Dessa vez não sei o que aconteceu. Mas não foi comoquando entrei na arca.Havia um caminho de pedras. Isso eu podia ver. Mas não havia placas de sinalização nem casas na beira da estrada. Também não vi plantações ou bichos correndo pra lá e pra cá. A chuva tinha voltado mas, naquela altura do campeonato já não fazia mais diferença mesmo. Minhas roupas já estavam mais do que ensopadas, cortesia di mergulho involuntário pouco tempo antes. E o pior é que eu tinha fome.

- Segunda Versão

Dessa vez não sei o que aconteceu. Mas não foi como quando entrei na arca, disso tenho certeza. Nada de sensação de estar caindo. Nada de luzes. Nada de nada, para falar a verdade. Acho que o que aconteceu quando entrei no caldeirão foi que apaguei.

Acordar foi uma experiência gradual. Primeiro um zunido bem lá no fundo. Depois a percepção de estar deitado, a sensação de gotas caindo na minha cara e finalmente a constatação de que estava deitado na grama à beira de uma estrada de terra enlameada. A colher de ferro firme na mão direita e o medalhão vagabundo pendurado no pescoço.E na chuva. E ensopado.

Onde, exatamente? Ótima pergunta.

Não havia nenhuma placas indicando qualquer caminho. nem casas por perto. Também não vi plantações ou bichos correndo pra lá e pra cá. A primeira coisa que pensei é que em poucos minutos algum grupo de bandidos ou monstros ia aparecer do nada pelo simples fato de eu estar no meio do caminho de não sei onde para lugar nenhum. Afinal, isso é o que a gente ouve falar que acontece com quem se mete nesse tipo de idiotice. Mas para a minha felicidade e para a infelicidade de quem ouve essa parte da história, nada demais aconteceu. Não naquele exato momento pelo menos.

- Terceira Versão

Dessa vez não sei o que aconteceu. Mas não foi como quando entrei na arca, disso tenho certeza. Nada de sensação de estar caindo. Nada de luzes. Nada de nada, para falar a verdade. Acho que o que aconteceu quando entrei no caldeirão foi que apaguei.

Acordar foi uma experiência gradual. Primeiro um zunido bem lá no fundo. Depois a percepção de estar deitado, a sensação de gotas caindo na minha cara e finalmente a constatação de que estava deitado na grama à beira de uma estrada de terra enlameada. A colher de ferro firme na mão direita e o medalhão vagabundo pendurado no pescoço. E na chuva.

Onde, exatamente? Ótima pergunta.

Não havia nenhuma placa indicando qualquer direção ou local. Nem casas por perto. Também não vi plantações ou bichos correndo pra lá e pra cá. A primeira coisa que passou pela minha cabeça foi algo que ouvi uma vez em uma conversa do meu pai com um taverneiro em Altrim: se você se vê sozinho em uma estrada desconhecida, é só uma questão de tempo até que meia dúzia de monstros bizarros apareçam literalmente do nada para te atacar, roubar, destroçar e mais uma porção de coisas desaconselháveis para qualquer pessoa que pretenda ter uma vida longa e saudável. É como uma daquelas leis místicas ou divinas que regem o mundo e foram criadas sabe-se lá por que ou por quem.

- Quarta Versão

Dessa vez não sei o que aconteceu. Mas não foi como quando entrei na arca, disso tenho certeza. Nada de sensação de estar caindo. Nada de luzes. Nada de nada, para falar a verdade. Acho que o que aconteceu quando entrei no caldeirão foi que apaguei.

Acordar foi uma experiência gradual. Primeiro um zunido bem lá no fundo. Depois a percepção de estar deitado, a sensação de gotas caindo na minha cara e finalmente a constatação de que estava deitado na grama à beira de uma estrada de terra enlameada. A colher de ferro firme na mão direita e o medalhão vagabundo pendurado no pescoço. E na chuva.

Onde em Arton, exatamente? Ótima pergunta. Não havia nenhuma placa indicando qualquer direção ou local. Nem casas por perto. Também não vi plantações ou bichos correndo pra lá e pra cá.

A primeira coisa que passou pela minha cabeça foi algo que ouvi uma vez em uma conversa do meu pai com um taverneiro em Altrim: se você se vê sozinho em uma estrada desconhecida, é só uma questão de tempo até que meia dúzia de monstros bizarros apareçam literalmente do nada para te atacar, roubar, destroçar e mais uma porção de coisas desaconselháveis para qualquer pessoa que pretenda ter uma vida longa e saudável. É como uma daquelas leis místicas ou divinas que regem o mundo e foram criadas sabe-se lá por que ou por quem.

Percebam como o texto vai do caos da primeira versão (tirada do meu caderno de anotações, quando o episódio quatro ainda não estava sequer definido ainda) e passa por mudanças sutis de termos, idéias e quebras de parágrafos até chegar à versão definitiva.

Se você acha difícil adquirir o hábito da revisão, aqui vai uma dica: compre um caderno, uma caneta (lápis, nunca) e passe a usá-los na hora de escrver a primeira versão de seu roteiro ou conto. Isso vai obrigá-lo a reler o texto na hora de passar para o computador, garantindo ao menos uma revisão.

O que já é muito bom, mas ainda está longe do ideal.

Cheers!

T.
PS. o texto deste artigo foi revisado cinco vezes, antes de ser postado.;)