Hullo!
Não é raro ouvir críticas sobre a mesmice do quadrinhos norte-americanos (ou “comics”). Falta inovação, falta variação, faltam novas formas de se produzir, editar e publicar.
Já os mangás, os quadrinhos japoneses, são louvados por tudo que – em teoria- falta nas obras norte-americanas.
Scott Pilgrim chama a atenção justamente por corrigir as deficiências de uma, se utilizando dos méritos da outra. E o resultado é uma obra híbrida da melhor qualidade: temáticas tipicamente norte-americanas com a mistura insana de cotidiano e exagero surreal característica dos nipônicos.
A história é, a princípio, bem simples.
Scott é um rapaz de vinte poucos anos que começa a namorar Knives Chau, uma garota de dezessete. Scott também tem uma banda (chamada Sex Bob-Omb) e divide a casa (e o único colchão) com o amigo gay, Wallace Wells. Tudo vai muito bem, até que o rapaz conhece Ramona Flowers, se apaixona perdidamente e termina com Knives.
O problema é que para namorar Ramona ele precisa enfrentar os “Sete Ex-Namorados Malignos” da garota, em batalhas que lembram muito as dos videogames de luta. Com direito a Power-Ups e Itens deixados pelos oponentes derrotados.
O que torna Scott Pilgrim especial é justamente essa mistura de diálogos de filme indie, referências a videogames e tecnicas de mangá. Na mão de alguém menos competente, tinha tudo para dar errado.
E a série não é ousada só na proposta. Ao invés de publicar sua história em edições mensais, Bryan Lee O’Malleys lança um álbum de cerca de 200 páginas em formato preto-e-branco por ano. E é só. Serão sete volumes até que a história termine (foram quatro até o momento).
Como não podia deixar de ser, Hollywood já garfou os direitos cinematográficos de Scott Pilgrim. O ator escalado para interpretar o protagonista é Michael Cera (Juno) e o filme tem estréia prevista para 2009. Se eu fosse você, não esperava até lá…
Cheers!
T.